Continuamos hoje nossa resenha sobre Espumantes e Champagnes, caso não tenha visto a (PARTE I) Você pode conferir no link que está abaixo.
Hoje vamos falar sobre a classificação de espumantes segundo a legislação brasileira; espumantes roses e o método de produção.
No Brasil, a legislação é bem diferente de outros países.
Chegamos até mesmo a ser um pouco mais rígidos em relação ao açúcar residual de nossas bebidas. Alguns vinhos considerados “secos” quando entram para o Brasil recebem uma nova descrição onde consta a observação “meio seco” por causa da nossa legislação.
Segue abaixo para vocês como são classificados nossos espumantes:

Espumante Nature: o que contiver até 3 gramas de açúcar por litro;
Espumante Extra-brut: o que contiver superior a 3 e até 8 gramas de açúcar por litro;
Espumante Brut: o que contiver superior a oito e até quinze gramas de açúcar por litro
Espumante Sec ou Seco: o que contiver superior a quinze e até vinte gramas de açúcar por litro;
Espumante Demi-sec, Meio-seco ou Meio-doce: o que contiver superior a vinte e até sessenta gramas de açúcar por litro;
Espumante Doce: o que contiver superior a sessenta gramas de açúcar por litro. O moscatel é uma boa pedida para quem procura um espumante doce.

FALANDO DE ATUALIDADE...
Você já teve duvidas de como é a produção do Espumante Rosè ?
Os espumantes rosés são produzidos de duas formas. A primeira prevê que após a prensagem das uvas tintas, o líquido fique em contato com a casca o tempo necessário para obter a cor rosada. Quanto maior o tempo de exposição entre o líquido e a borra, mais escura será a cor final. A segunda consiste em misturar uma base de vinho branco e uma de tinto, após a maceração. Em seguida, a bebida é fermentada.
Harmonização
Assim como outros vinhos, o espumante possui uma grande variedade de rótulos, e isso conta muito na hora de harmonizar a bebida com diferentes tipos de comidas. O método de produção, a uva e a quantidade de açúcar são alguns dos fatores que também influenciam na harmonização. Em geral podemos utilizar uma bebida fresca e elegante,  comidas leves e sutis sempre caem bem.

Temos abaixo algumas dicas par harmonizar:

Combinações com espumantes:
Brut:  Combina com entradas, saladas, grelhados leves e peixes. Utilizado acompanhando aperitivos e frutos do mar, é um dos poucos que harmonizam com sushi e outros pratos de peixe cru.
Demi Sec: Harmoniza muito bem com sobremesas, doces e frutas. Sua leve acidez combina perfeitamente com o sabor adocicado das sobremesas. Pode também combiná-lo com grelhados leves e peixes.
Prosseco: Combina com canapés, aperitivos, saladas, peixes e comida japonesa. Comumente servido em festas e celebrações.
Champagne: Um bom champagne harmoniza muito bem com todos os tipos de queijo, canapés, foie gras.

Como abrir corretamente a garrafa?

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Evite chacoalhar para estourar a rolha. Cubra a garrafa com um guardanapo de pano, segure pela rolha e gire a base suavemente. Desta forma, a perda de gás será menor.






Qual a primeira bebida que nos vem em mente quando citamos COMEMORAÇÃO? 

O ESPUMANTE! Seja ele de diferentes métodos e tipos ele virou ícone de festa e celebração. Apesar de muitas pessoas gostarem da bebida, poucos sabem a diferença entre as principais características: espumantes, prosecco e champanhe. Vamos mostrar as semelhanças e diferenças entre eles em duas partes!

Para começar, vamos esclarecer: todos eles são espumantes.

 O que é um espumante?

 Espumante é um vinho que passa por duas fermentações. Existem dois principais métodos para a elaboração desta bebida:

Método Champenoise ou Método Tradicional:
Na primeira fermentação, igual a todos vinhos, o açúcar do mosto das uvas é transformado em álcool. Na segunda fermentação, leveduras colocadas no líquido produzem Perlage (bolinhas de gás). Essa segunda fermentação pode acontecer na própria garrafa, o chamado método Champenoise, usado geralmente no mais conhecido espumante do mundo, o Champagne. 

Eles são produzidos à base apenas das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot meunier.

Todo Champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um Champagne, necessariamente. 

Mesmo sendo feitos de forma parecidas, só podem ser chamados de Champanhe, os vinhos produzidos na região de Champagne, na França.

Método Charmat:
Outro método é o Charmat, feito cubas fechadas de aço inox como se fossem autoclaves, garante maior quantidade, é mais econômico e mais rápido.

Dentro do método Charmat encontra-se a denominação Prosecco! 

- A princípio, prosecco era um tipo de uva típica da Itália.  Há algum tempo, transformou-se na nomenclatura de todo espumante produzido na Itália, especificamente em Vêneto. Diferente dos champagnes e dos Cavas (Cava é tipo de um vinho espumante produzido segundo o método tradicional na Catalunha), os Proseccos são elaborados pelo método Charmat. Alguns espumantes brasileiros têm o direito de usar o nome Prosecco em seus rótulos, mas, somente por já produzirem às bebidas há muito tempo.
Rótulos  disponíveis em nossa loja - 31 3227 - 3009 














Comer é muito bom beber vinho também mas reza a lenda que a grande delícia é quando os dois combinam ou como dizem os gourmets, h-a-r-m-o-n-i-z-a-m ! E um fato bem interessante é que as regras desta harmonização foram mudando no decorrer da história. O que já foi chiquérrimo no passado, hoje nas mesas dos paladinos seria um verdadeiro acinte. Vide exemplo de um menu do antológico Restaurante Delmonico em Nova York que em 1883 entre os 29 pratos servidos num único jantar ofereceu Lagosta Grelhada com Molho de Peixe juntíssimo com nada mais nada menos que o dulcíssimo  Chateau Y'quem, o nobre vinho de sobremesa de Bordeaux.


Fonte; Os Sentidos do Vinho – Matt Kramer